Sabe aquele momento que você fica super irritada porque o filme é ruim e o livro é mil vezes melhor que ele? Então. Não foi isso o que eu senti em "As vantagens de ser invisível". Na verdade não. Eu amei o filme e o livro, e eu vim fazer uma comparação para vocês hoje. Em breve terão mais comparações e eu espero que vocês gostam da matéria. Irei fazer a resenha do livro e do filme para vocês. Lets get started...
Título: As vantagens de ser invisível.
Original: The perks of being a wallflower.
Autor: Stephen Chbosky.
Editora: Rocco (br) - MTV books (us)
Nota: 4,5/5
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.
Charlie é um menino muito sozinho desde que as únicas pessoas realmente importantes da sua vida, se foram: Sua tia Helen e seu melhor amigo Michael. Mas ninguém nunca lhe explicou o que realmente aconteceu com eles, até ele crescer e poder entender psicologicamente (talvez). Ele então conhece algumas pessoas que possam entender ele: Sam e Patrick. Eles se tornam amigos e coisas que Charlie nunca pensou que poderia acontecer, na verdade, acontece.
O autor relatou a história de Charlie muito bem. Ele cuidou de cada detalhe para que fosse importante para o leitor e para o personagem. Ele explicou o amadurecimento do adolescente e dos seus problemas adiante. Todas as dificuldades do Charlie, que sofria muito, coitado.
O lado mais legal do livro é os pensamentos insanos do Charlie, ele era meio 'maluquinho' e solitário, sempre indo em psiquiatra e tal. Ele era um menino muito sensível, no livro ele chora por tudo, ele se sente vulnerável ao mundo. Em uma parte do livro a Sam conta o que ela acha dele, e eu concordo super com ela. Charlie está sempre lá para os amigos, mas na cabeça dele, ele não esta sendo sincero com eles. Ele escuta as pessoas falarem, as vezes ele não concorda, mas mesmo assim não discorda com isso. Não que isso seja ruim, eu achei ele uma pessoa incrível. Queria ter um amigo igual o Charlie (principalmente se ele fosse o Logan Lerman em carne e osso).
Concluindo, o enredo do livro é muito bom. Ele retrata que a vida pode ser difícil pra você, mas sempre está pior para alguém. E eu achei muito bom, toda a dificuldade que ele sente e o que ele realmente sente. Os pensamentos dele e até os problemas do mundo lá fora. Recomendo á mil.
Ps: Eu li o livro em inglês, então eu não sei se muda alguma coisa para o português, mas eu adorei.
Então, eu acho que somos quem somos por muitas razões. E talvez nós nunca iremos conhecer todas elas. - The Perks of Being a Wallflower.
Eu assisti o filme antes de ler o livro e mesmo assim, eu amei os dois. O filme segue direitinho o livro, só algumas partes que talvez não fossem interessantes colocar no filme, eu achei, e realmente eles não colocaram. A partes mais significantes eles colocaram no filme e valeu muito a pena, porque além de drama, ele é perfeito e tem uma combinação total. A parte mais emocionante (para mim) que foi quando ele liga para a irmã dele e todos pensam que ele vai se matar: não tem no livro. Como eu li em inglês, não sei se tem alguma diferença na história traduzida para a nossa língua.
Tanto no livro quanto no filme, eles citam a banda mais legal do planeta: The Smiths. Porém, eles só fazem referência para uma música específica e eu fiquei triste, porque eu realmente pensei que a banda seria mais divulgada pelas suas ótimas músicas, mesmo assim amei a menção da banda.
A trilha sonora do filme inteira é incrível, tem o titio David Bowie com 'Heroes' que é uma das músicas mais lindas dele e tem The Smiths com 'Asleep', que também é maravilhosa. E tem também Michael Brook e New Order.
Sei que o post ficou grande mas eu quis escrever muito sobre esse livro e filme, que são ótimos e eu recomendo para todos. Espero que gostem. E lembrem-se: Nos somos infinitos.